Governança
corporativa

Quem tem o poder não é quem controla. Aliás, tudo depende do sistema, que é a base da organização.

Existem inúmeras definições sobre o tema. Uma pesquisa rápida na internet apresenta algumas delas. A grande maioria é extensa e complexa e traz dentro de si outros vários conceitos ou jargões.

Para tentar descomplicar: Governança Corporativa é o SISTEMA de PODER e CONTROLE das organizações. Simplista? Nem tanto.

SISTEMA – é um conjunto de elementos que trabalham ordenadamente para um fim específico. Convive-se diariamente com eles. No corpo humano, existem vários sistemas: o nervoso central, o circulatório, o digestivo, o linfático, etc. Governança é muito semelhante a um organismo, visto como sistema. São vários elementos que trabalham harmonicamente (Assembleia, Conselho, Diretoria, entre outros) com a finalidade de garantir à empresa sustentabilidade e perenidade.

 

PODER – No mundo empresarial, poder é a habilidade e capacidade de conduzir os rumos da organização. Em outras palavras, é a prerrogativa de tomar decisões. O poder é sempre limitado por um outro poder. Daí a necessidade de harmonia entre os órgãos de poder. Nesse sentido, a Governança procura atribuir as funções para cada órgão (elementos do sistema) e seu relacionamento entre si. Algo que Montesquieu chamou de sistema de pesos e contrapesos que vai garantir o equilíbrio da organização.

 

CONTROLE – Controle é o exercício efetivo do poder. De nada adianta que pessoas ou órgãos tenham o poder legal e as rédeas da empresa se isso não penetrar em todos os níveis da organização. Dessa maneira, a Governança também se debruça sobre o efetivo exercício do poder utilizando-se de várias ferramentas como: Compliance, Programas de execução da estratégia (BSC), normas e regulamentos e auditoria.

 

Quanto maior e mais complexa a organização, mais sofisticado deverá ser o seu sistema de Governança. Grandes organizações, por envolver muita gente, precisam de sistemas altamente complexos. Além disso, uma das características fundamentais de todo sistema é a entropia, isto é, o desgaste natural que o funcionamento constante ocasiona. Portanto, Governança precisa ser entendida como um sistema dinâmico, aberto a ajustes e mudanças, de maneira a garantir o retorno ao investidor, o cumprimento do papel social da empresa e a longevidade da organização.

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